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 Marcus e eu, no reflexo das portas do Ministério Público Estadual
Sabem o que um repórter fotográfico faz quando não está fotografando? Ele fotografa. Entre uma foto e outra, durante uma entrevista coletiva no Ministério Público Estadual, posei ao lado de Marcus Antonius, repórter fotográfico do Correio da Paraíba, um dos melhores profissionais do Estado.
E para que quiser saltar de paraquedas, também é com ele. Marcus é instrutor de saltos e dono da escola de paraquedismo Skycará. Mais informações através do site da escola: (www.skycara.com).
 Fuba abre o desfile com o tema das Muriçocas
 400 mil pessoas na av. Epitácio Pessoa acompanham a saída dos estandartes
 A multidão se imprensava para tentar acompanhar o trio de Fuba
 Elba Ramalho animava o público no segundo trio
Mais um ano cobrindo o maior bloco de prévia carnavalesca do mundo, e novamente pude sentir a energia dos 400 mil foliões que desceram a av. Epitácio Pessoa nas Muriçocas do Miramar. É bonito de ver a festa mais democrática da cidade, onde todas as tribos de João Pessoa se encontram, em um só ritmo.
Na manhã do dia seguinte, mais uma pauta ligada ao Folia de Rua. Dessa vez, tive a honra de fotografar a rainha do bloco mais divertido da cidade, o Cafuçu. Todos os anos, desde 2001, a professora de história Socorro Mendes se transforma em Corrinha, que de tão perfeita dona de seu título, a rainha foi considerada hors concours.
Para a capa do jornal do dia seguinte, Corrinha topou participar de um verdadeiro ensaio fotográfico ao estilo cafuçu, com fotos em árvores, ao telefone, e até posou junto do jipe da vizinha. Com uma gargalhada contagiante, a modelo transformou o ensaio no mais divertido que já fiz.
 Corrinha, a Rainha do Cafuçu
 Posando para foto no telefone, capa do JP de 12/02/2010
 Agarrada em árvore, perto de planta, do jeito que todo cafuçu gosta
 Durante o ensaio, Corrinha deu várias de suas inconfundíveis risadas
 Barbarito Torres arrebentou no Réveillon da capital
Como não acertei no bolão da Mega-Sena da Virada, o ano de 2010 começou com muito trabalho, foi o meu primeiro plantão de Réveillon.
Entre a cobertura das duas festas, alguém tem dúvidas sobre qual foi a melhor? Tudo bem, a prefeitura quase vendeu um gato por lebre. Anunciou Barbarito Torres e as estrelas do Buena Vista Social Club, quando algumas dessas estrelas já estão tocando lá no céu. Mesmo assim, o show foi fantástico. Começou na hora marcada e durou pouco mais de duas horas, sem tumultos, sem brigas.
A mancada da noite ficou mesmo por conta da intervenção sonora na hora da queima de fogos. A trilha era do Pe. Fábio de Melo, parecia um trote. Mesmo assim, não deu pra estragar a noite. Só não foi perfeita porque tive que sair na hora do show de Armandinho pra conferir a balbúrdia gerada pelo Calypso.
Abaixo, mais fotos da festa da virada e duas panorâmicas dos públicos das festas da prefeitura e do Estado.
 Várias bandeiras cubanas eram vistas entre o público. Capa do JP de hoje
 Um dos poucos momentos onde os fogos preenchiam a cena
 Público do show do Buena Vista
 Uma multidão foi ver o Calypso. Em vez de cultura, o governador prefere pão e circo.
Com o espaço nos jornais cada vez mais reduzido, as fotos nem sempre são publicadas em tamanho grande. Mesmo pequenas, as imagens continuam sendo uma excelente ferramenta no jornalismo. Alguns fatos só podem ser provados através do registro visual. Aliada ao texto, a fotografia vira uma poderosa arma para denunciar vários abusos cometidos pelo poder público. Abaixo, três fotos publicadas recentemente no Jornal da Paraíba, na coluna 360 Graus, do colega Suetoni Souto Maior.
 Durante cerimônia de posse do novo juiz do TRE, o deputado João Gonçalves (PSDB), pegou no sono. E olha que estava representando a Assembleia Legislativa. (17/11/2009)
 José Maranhão pode até ter assumido o cargo de governador do Estado, mas dentro da sala do presidente da AL, Arthur Cunha Lima (PSDB), o governo não mudou. A foto do ex-governador continua intocada. (24/11/2009)
 Alguém ainda duvida do caos na segurança pública do Estado? Dois policiais militares e um cidadão que estava passando por perto fazem esforço para que o carro da Polícia pegue no empurrão. (27/11/2009)
 Famílias sofrem com a falta de água na comunidade (Capa do JP de 25/10/09)
Em um dos primeiros posts do blog (aqui) mostrei a situação da comunidade do Lixão. Em dezembro de 2007, quando fiz a primeira visita, 16 famílias viviam ao lado do local onde funcionava o antigo aterro sanitário. Hoje são mais de 20 famílias. De lá pra cá, nada foi feito.
José Maranhão (foto), líder da comunidade, vive uma realidade bem distante de seu xará, o governador do Estado. Os moradores da comunidade do Lixão não possuem água tratada, nem banheiros. Uma mangueira clandestina é puxada de um cano, a 150 metros, e utilizada por todas as famílias.
Existe um projeto para transferir as famílias da comunidade do Lixão para outro local. A prefeitura alega que os gases acumulados quando o local funcionava como o Lixão do Róger são prejudiciais para a saúde de quem mora lá. Para Maranhão, a indefinição sobre o futuro deles é o maior problema.
“Queremos ficar aqui, mas a prefeitura diz que corremos riscos de saúde. Prometem nos remover para outro lugar, mais decente, mas nada é feito. Há cinco anos vivemos essa pendenga. Nem podemos investir aqui, para nossa melhora, nem sabemos para onde vamos. A indefinição atrapalha até mesmo nossa estrutura. Já procurei fazer uma ligação de água aqui, e a Cagepa disse que não faz porque seremos transferidos, por isso fomos obrigados a fazer um gato”, disse Maranhão.
 Marcos Ubiratan cochilou durante a fala do governador José Maranhão
Na coluna 360 Graus de ontem, do Jornal da Paraíba, Suetoni Souto Maior respondeu a carta do secretário de Finanças do Estado, Marcos Ubiratan, sobre um suposto equívoco na mesma coluna. De forma bem humorada, Suetoni mostra que equivocado está o secretário: “Tudo bem, a Lei de Responsabilidade Fiscal limita os gastos com pessoal a 60% da arrecadação. A Paraíba compromete hoje 63,75% da receita com a folha e justifica que isso ocorre por causa dos cortes no Fundo de Participação dos Estados. Ora, qualquer dona de casa sabe que perda de receita se resolve com corte nos gastos e não com aumento. Não faria mal tomar umas aulinhas com elas”, concluiu o colunista.
Mas se o secretário for mesmo tomar as aulas, vai ter que prestar bastante atenção, pois se der o mesmo cochilo que deu no 11° Fórum de Governadores do Nordeste, em julho deste ano, não tem dona de casa que arrume as finanças do Estado. Enquanto o secretário dormia, os governadores discutiam os prós e contras do empréstimo junto ao BNDES, aquele mesmo que vai custar R$ 85 milhões em juros para o bolso do contribuinte.




Este é o último final de semana para ver o espetáculo “O Castelo”, baseado na obra de Franz Kafka, da Paralelo Cia. de Dança.Para quem ainda não foi, recomendo.
O Castelo tem direção geral e coreografia de Joyce Barbosa, com participação coreográfica do bailarino Arthur Marques. O espetáculo traz ao palco três bailarinas: Joyce Barbosa, Lília Maranhão e Vanessa Queiroga, com trilha sonora original, e executada ao vivo, do músico Erick de Almeida, e criação e execução de luz assinada por Fabiano Diniz.
A montagem e temporada do espetáculo é financiada pelo Prêmio de Dança Klauss Vianna 2008, realizado pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), Ministério da Cultura (Minc) com patrocínio da Petrobrás. A temporada conta também com o patrocínio do Governo do Estado da Paraíba e com os apoios da Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da Funjope, e do grupo Graxa de Teatro.
Serviço: O Castelo. Da Paralelo Cia. de Dança. Direção e coreografia: Joyce Barbosa. Bailarinas: Joyce Barbosa, Lília Maranhão e Vanessa Queiroga. No Teatro Santa Roza (Praça Pedro Américo, s/n°, Centro – João Pessoa. Tel: 3218-4382), sexta a domingo, às 20h. Último final de semana. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).


 Capa do Jornal da Paraíba de hoje
Ainda no plantão de ontem, cobri duas procissões: a de Nossa Senhora da Guia, em Lucena, e a de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
Aproveitei o dia para fazer uma série de retratos dos fiéis que acompanhavam as procissões. O resultado foi uma nova cobertura, mostrando mais de perto o povo e sua fé, com imagens focadas nas pessoas. O jornal comprou a ideia e trouxe hoje um mosaico, com várias fotos na capa. A diagramação ficou por conta do designer Adriano Gonçalves.
 Quem consegue ficar pendurado?
 Menino que conta piada ao lado do palhaço Dadá, lembra minha forma física de quando era criança
Feriado de plantão, com 13 horas e meia de trabalho bastante produtivo. Deu até pra esquecer um pouco o cansaço.
Como era de se esperar, o Parque Arruda Câmara, a Bica, estava lotado. Na praia, os guris brincaram em um evento do governo do Estado, cópia do antigo Verão Total. Fica aqui a homenagem do blog pelo Dia das Crianças.
 Ariano Suassuna assumiu o compromisso na campanha de Ricardo Coutinho para governador do Estado
As próximas eleições estão nas ruas, e na Paraíba, há algum tempo, não se fala em outra coisa. O clima pré-eleitoral só prejudica a população, pois todas as ações tomadas pelos gestores são feitas em busca de votos. Todos eles correm contra o tempo, e quem bobear, pode chegar tarde demais para a disputa do próximo pleito.
Na última sexta-feira, 9, o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), tentou fugir do formato de grande comício adotado constantemente pelo governador [veja aqui como foi o aniversário de José Maranhão]. A solenidade de entrega da escultura de Miguel dos Santos na Lagoa, “A Pedra do Reino”, teve menos de cem pessoas presentes.
Mas o grande homenageado da noite, Ariano Suassuna, não deixou o evento passar sem o apelo político. Prometeu que estaria aqui no mesmo palanque de Ricardo, no ano que vem, para eleger o novo governador da Paraíba. Achando pouco, levantou a mão do prefeito e puxou o côro: “Governador, governador…”, entoado por todos os presentes.
Logo depois, Ricardo disse que, assim como Ariano, existiam os que gostavam dele e os equivocados, e falou para o público com tom de candidato. “Esses equivocados podem ficar tranquilos, ou tomar calmante, porque em breve, a Paraíba vai dar um grande salto”, garantiu o prefeito.
Se depender da força do cabo eleitoral que o Mago arranjou, até 2010, Lexotan na Paraíba vai vender feito água.
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